Primum non nocere

Hipócrates, ao redor do ano 430 aC, propôs aos médicos, no parágrafo 12 do primeiro livro da sua obra Epidemia:
"Pratique duas coisas ao lidar com as doenças; auxilie ou não prejudique o paciente" - ou seja, primum non nocere - primeiro de tudo, não provoque nenhum dano.
Mostrando postagens com marcador Diabetes mellitus tipo II. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diabetes mellitus tipo II. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Pílulas de Alertas®

- Consumo de grãos inteiros reduz o risco de Diabetes Mellitus

Estudo baseado no Nurses' Health Study com cerca de 160.000 mulheres com registro do consumo de grãos inteiros e incidência de diabetes no seguimento de 12 a 18 meses. Após esse período, as mulheres que ocupavam o mais alto quintil de ingesta de grãos inteiros apresentavam uma redução em 35% no risco ajustado para Diabetes Mellitus do tipo II, comparadas com as mulheres no mais baixo quintil, mesmo após ajustes para o índice de massa corpórea.
Na mesma publicação, há uma meta-análise de seis estudos prospectivos, incluindo homens e mulheres, indicando que o acréscimo de duas porções diárias de grãos inteiros é associado com uma redução de 21% no risco para diabetes.
In
Whole Grain, Bran, and Germ Intake and Risk of Type 2 Diabetes: A Prospective Cohort Study and Systematic Review de Munter JSL, Hu FB, Spiegelman D, Franz M, van Dam RM PLoS Medicine Vol. 4, No. 8, e261 doi:10.1371/journal.pmed.0040261

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Rosiglitazona – (Avandia®) – FDA – 21 de Maio de 2007.

O FDA informou os profissionais da saúde sobre uma potencial questão de segurança relacionada ao Avandia® (rosiglitazona). Uma análise em andamento dos dados de segurança para o tratamento do diabetes mellitus tipo II usando Avandia® mostraram diferentes taxas de eventos cardiovasculares isquêmicos incluindo infarto ou outros eventos adversos relacionados ao coração, alguns fatais, relativo a outras drogas usadas no tratamento do diabetes mellitus. Os estudos clínicos revisados até o momento variam com respeito às suas populações, regimes de tratamento e extensão do seguimento. Baseados nesses dados, o risco de eventos cardiovasculares isquêmicos devidos ao Avandia® permanecem obscuros. Os médicos deveriam continuar a cuidadosamente tomar decisões individualizadas sobre o tratamento de pacientes com diabetes mellitus.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Efeitos da vildagliptina sobre o controle da glicose em 24 semanas em pacientes com diabetes do tipo II inadequadamente controlados com metformina

Bosi E, Camisasca RP, Garber AJ et al. Effects of Vildagliptin on Glucose Control Over 24 Weeks in Patients With Type 2 Diabetes Inadequately Controlled With Metformin. Diabetes Care. April, 2007;30(4):890-895.

Conhecimento prévio ao estudo: A vildagliptina é uma nova classe de medicamentos para o tratamento e prevenção do Diabetes Mellitus do tipo II, os inibidores da dipeptil peptidase-4 (DPP-4), provocando o aumento plasmático da incretina com conseqüente estímulo à liberação de insulina e inibição da produção de glucagon.

Objetivo do estudo: Avaliar a eficácia e a segurança da vildagliptina adicionada à metformina durante 24 semanas de tratamento em pacientes com diabetes do tipo II.

Metodologia: Ensaio clínico prospectivo, longitudinal, randomizado, multicêntrico, duplo cego, controlado, com grupos paralelos, sem cruzamentos, com duração de 24 semanas. Os pacientes permaneceram com a dosagem estável da metformina (=/> 1.500mg/dia) e com controle glicêmico inadequado (Hemoglobina A1C 7,5 – 11%) e receberam 50mg/dia de vildagliptina (n= 177), 100mg/dia de vildagliptina (n= 185) ou placebo (n= 182).

Resumo dos resultados: A diferença entre os tratamentos (vildagliptina – placebo) na mudança média ajustada (AM{Delta}) ± DP na A1C do basal para o final do estudo foi de –0,7 ± 0,1% (P <>P <> pacientes recebendo 50 ou 100 mg de vildagliptina diariamente, respectivamente. A diferença entre tratamento na AM{Delta} da glicose plasmática em jejum foi de –0,8 ± 0,3 mmol/l (P = 0,003) e –1,7 ± 0,3 mmol/l (P <> ou 100 mg de vildagliptina diariamente, respectivamente.

Eventos adversos foram relatados em 63,3, 65,0 e 63,5% dos pacientes recebendo 50 mg de vildagliptina diariamente, 100 mg de vildagliptina diariamente ou placebo, respectivamente. Eventos adversos gastrintestinais foram relatados em 9,6 (P = 0,022 vs. placebo), 14,8 e 18,2% dos pacientes recebendo 50 mg de vildagliptina diariamente, 100 mg de vildagliptina diariamente ou placebo, respectivamente. Um paciente em cada grupo de tratamento experimentou um leve evento hipoglicêmico.

Conhecimento adquirido com o estudo: A vildagliptina é bem tolerada e produz clinicamente significante redução dose-relacionada na hemoglobina glicada A1C e na glicose plasmática de jejum, como terapia adjuvante em pacientes com diabetes do tipo II inadequadamente controlados pela metformina.

Força de evidência: (A)* - Ensaio clínico prospectivo, longitudinal, randomizado, multicêntrico, duplo cego, controlado, com grupos paralelos, sem cruzamentos, com duração de 24 semanas. Excelente metodologia e tratamento estatístico. Mínima perda de seguimento e resultados de acordo com as conclusões apresentadas. Um dos pesquisadores é funcionário da indústria que pesquisou a vildagliptina, mas não interferiu nos resultados do estudo e nem na discussão e conclusão do trabalho. Excelente aplicabilidade clínica.

Os autores principais são membros da Diabetes and Endocrinology Unit, Department of General Medicine, San Raffaele Scientific Institute, Vita-Salute San Raffaele University, Milan, Italy e do Baylor College of Medicine, Houston, Texas. Autor responsável: Alan J. Garber, MD, PhD – agarber@bmc.tmc.edu.